Armazém

Lavandas, sachets de lavanda e doces da fazenda nas prateleiras do armazém de OLIQ
Lavandas, sachets de lavanda e doces da fazenda nas prateleiras do armazém de OLIQ. Foto: Antônio G. Batista.

Um armazém dos antigos, com jeito novo


Um armazém em que a cultura da Mantiqueira se misturando à cultura do azeite e a seus sabores (e aromas)

Junto ao lagar de OLIQ, funciona um pequeno armazém. Nele você encontra – é claro – nossos azeites, e sempre pelo melhor preço (e ainda pode escolhê-los depois de, após prová-los, saber qual lhe é o de seu melhor gosto).

Só que, além dos azeites, no armazém, você encontra apenas aqui as seguintes linhas de presentes para você e seus amigos:

Corpo óleo de oliva

Sabonetes. Foto: Marina Ribeiro Arruda
Sabonetes. Foto: Marina Ribeiro Arruda

Sabonetes, cremes faciais e para o corpo, mãos e pés, protetores labiais. São produtos artesanais, resultantes de uma parceria entre OLIQ e Flora & Olívia. Todos eles têm por base o azeite de oliva produzido por OLIQ. As pesquisas realizadas por Flora & Olívia na fazenda acrescentam outras bases – como a cera e o mel produzido no pomar das oliveiras, e ingredientes da fazenda ou típicos da Mantiqueira: café, lavanda, macela, frutas cítricas. Novas experiências estão em andamento, para integrar aos cosméticos mais plantas originárias da Mata Atlântica de Altitude, típica da Serra da Mantiqueira.

Perfume de lavanda e macela

Travesseiro e almofadas de lavanda. Foto: Marina Ribeiro Arruda
Travesseiro e almofadas de lavanda. Foto: Marina Ribeiro Arruda

Duas plantas, uma nativa, outra da Provença, que, além de prazer e beleza, acalmam e combatem a insônia: são bouquets (secos ou vivos), mudas de lavanda, travesseiros, sachets, máscaras para um bom sono e até açúcar de lavanda. Um mundo de aromas – um mais forte, outro mais suave – que irá

Tradição da Mantiqueira

Debret, frutas tropicais
Debret, frutas tropicais

Com doceiras da região, não poderiam faltar no armazém as geleias e doces tradicionais da Mantiqueira. Com uma diferença: se o doce de leite reina soberano, seguido pela bananinha, damos preferência às frutas nativas da Mata Atlântica de altitude, ou nela se adaptaram há muitos anos; são por isso  sempre sazonais: dependendo da época, o doce de limão vai ser o capeta ou o galego; o doce cristalizado, que acompanha o cafezinho, vai ser de lima; e as geleias… por aqui, vai ser de orvaio, urvaia ou uvaia – que cresce nos pastos e nas matas; ou de cereja do mato; de grumixama; de pitanga da Mantiqueira; de tomate chimango; de diferentes tipos de limão; de cambuci; das diferentes variedades de fragaia que aqui brotam no mato; de japoca; de hibisco; de marolo. A cada dia, com os moradores daqui, descobrimos novas frutas e novas possibilidades para seu uso.

Sais

Sais aromatizados
Sais aromatizados. Foto: Marina Ribeiro Arruda.

Nada como dar um pouco mais de tempero à vida: no nosso armazém há sais temperados. Três se destacam: o feito com ervas finas (orégano, manjericão, alecrim, tomilho, dentre outros) e o que leva apenas a zeste (a pele fininha) do limão – siciliano, capeta, taiti e galego. Há ainda o especial para os que aguentam gostos fortes: um sal com pimentas secas, que variam de acordo com a produção de nossa coleção: vão desde as brasileiríssimas cumari e malagueta até as variadas peruanas e bolivianas, passando pelas caribenhas e pelas “temidas” indianas.

Conservas

No armazém você encontra aquelas conservas difíceis de encontrar fora do Brasil.

O citron confit salé – uma conserva salgada feita com limões (utilizado tanto o limão siciliano originalmente utilizado na conserva, quanto outras variedades), um ingrediente essencial para muitas receitas do Norte da África e no Mediterrâneo europeu.

Nossas pimentas – como a caribenha habanero e a boliviana cujo nome é um belo palavrão – estão sempre nas prateleiras.

Junto delas, há também um trabalho com nossas tradicionais conservas de legumes: damos preferência aos chuchus, aos pepinos, à pimenta cabuci e às abobrinhas, cujo sabor termina por se aproximar dos “relishes”, em alguns casos, e dos “chutneys”, em outros.

Café especial

Café de altitude da fazenda Santo Antônio do Bugre. Foto: Marina Ribeiro Arruda
Café de altitude da fazenda Santo Antônio do Bugre. Foto: Marina Ribeiro Arruda

Na fazenda Santo Antônio do Bugre se cultiva um pequeno talhão de café arábica, com cerca de mil pés. A pequena dimensão do plantio permite cuidados especiais para alcançar a elaboração de uma bebida do tipo especial, segundo avaliação do Instituto Brasileiro de Café: não se utilizam produtos químicos, o que torna o pomar praticamente do tipo orgânico (praticamente porque a certificação ainda não foi solicitada); a colheita é feita manualmente, quando são retirados apenas os grãos cereja; todo os restante é do processamento é feito na própria fazenda. É somente no armazém que se encontra esse café especial.

Missão do armazém

Vista do bairro do Cantagalo a partir da Santo Antônio do Bugre. Todas as atividades da fazenda buscam uma articulação com as comunidades vizinhas, para seu desenvolvimento local, mas é no armazém que essa articulação se concretiza de modo mais cotidiano. Foto: Marina Ribeiro Arruda
Vista do bairro do Cantagalo a partir da Santo Antônio do Bugre. Todas as atividades da fazenda buscam uma articulação com as comunidades vizinhas, para seu desenvolvimento local, mas é no armazém que essa articulação se concretiza de modo mais cotidiano. Foto: Marina Ribeiro Arruda

O armazém faz parte de um projeto maior, de favorecimento do desenvolvimento local da região onde se localiza OLIQ. É ainda um laboratório, que envolve o incentivo para o plantio de espécies, a colheita sustentável de espécies nativas, o estímulo ao aprimoramento de habilidades e talentos dos membros da comunidade e o compartilhamento de espaços e processos de produção.