Fazenda de OLIQ faz dez anos

 em Fazenda Santo Antônio do Bugre, Transição para a agroecologia

A fazenda Santo Antônio do Bugre, antiga fazenda das Paineiras, faz dez anos. É nela que se situam as instalações de OLIQ, como seu lagar e seu armazém, feitos com muito cuidado para receber os visitantes que desejam conhecer melhor o mundo do azeite, do cultivo das oliveiras a questões relacionadas ao sabor, aroma e qualidade.

Foi adquirida em 2009, por volta do dia de Santo Antônio, que se tornou, por isso, seu padroeiro. O epíteto “do bugre”, deve-se ao nome dessa região de São Bento do Sapucaí. Reza a lenda que, numa caverna que marca o local, moraram os últimos índios da região. Somos todos “bugres”, no bom sentido: meio índios, caipiras e comedores de milho.

Nesses dez anos, a propriedade vem fazendo uma transição para o modelo agroecológico, baseada na olivicultura (cerca de nove mil pés), numa fazenda que estava em processo de degradação (ver a foto da fazenda em 2007, mais abaixo). Esse processo se iniciou pelo cultivo de piquetes para alimentação do gado de leite, criado solto, mas com uma vida ordenada como gostam as vaquinhas. Vem passando também pela melhoria genética desse gado, bem como pela diversificação das atividades: produzimos frutas vermelhas e do Mediterrâneo, como o limão siciliano;, cultivamos frutas nativas, como a uvaia, o cambuci e a cereja-do-mato.

A fazenda, toda verde, em 2019, dez anos depois de sua aquisição

Produzimos bananas e ainda bezerros machos para corte. Atuamos também no setor turístico, produzimos geleias com as frutas da fazenda e um café de altitude a cada dia mais especial. Mesmo com todas essas atividades, as reservas florestais da fazenda excedem já o exigido pela lei, as nascentes foram recuperadas e protegidas. Somos já, em comparação com 2010, uma fazenda verde (ver foto de 2019, ao lado).

Os proprietários se mudaram, há três anos, para a fazenda e aqui aprenderam as delícias, mas também as agruras da vida no campo. Fizeram, além disso, grandes amigos que vêm se esforçando para ensinar aos proprietários as coisas da atividade rural, como Mario Rogério Marcolino e sua família,, nosso primeiro contratado e que se tornou o administrador do dia-a-dia de nossas atividades, sempre com alegria e “ponta firme” – e com um inestimável sentido de observação e cuidado com o outro. Devemos ao Mário boa parte do sucesso em nossas atividades. Há ainda, praticamente desde o início, a dupla Leonel e William e, mais tarde, do Leone, do Preto, da Val, da Natália, da Eliana e do Zé Benedito, do Pedro e do Raoni que, após anos de apoio do Nilton Caetano, ex-diretor da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), assumiram a assessoria agronômica de todos os cultivos feitos na fazenda. E ainda tem o pessoal do retiro, Marcelinho e Adriano, além de todos os que passaram por aqui durante um tempo: Luquinha, Claudinho, Nei do Negrinho e Carlinhos.

Foto da fazenda em 2007, três anos antes de sua compra. Apenas pastos em fase de degradação.

Há muita gente: Marina Arruda, nossa expert em cosméticos e magia, Cecília Batista, que nos apoia em Belo Horizonte, Leo Vicentin, que faz o mesmo na cidade de São Paulo. Há também o Ronaldo Adriano da Cruz e sua esposa Flávia. Morador do bairro Cantagalo, pertinho da fazenda, ele se responsabiliza por todos as obras feitas na fazenda, com a orientação dos arquitetos Marcelo Alvarenga e Juliana Figueiró e auxílio do Neu, do outro Ronaldo, do Nardo, do Pitila, do Leôncio e do Cido.

Encontramos, ainda, em São Bento do Sapucaí, tanta gente que veio em nosso auxílio em diferentes momentos: Padre Ronaldo (de quem sentimos sempre falta); Crevinho e Vera do Armazém São Bento, de “seu” Luiz Leopoldo a sua neta, Diana Poepcke, Solange Mota, do Senar, Claudemir da Fazenda do Estado, seus irmãos, vereadores e prefeitos, além do Ivo e Ana Bonassi. Ivo foi nosso professor num curso do Senar sobre a criação de gado de leite e nos assessorou, durante um bom par de anos, no processo de modernização do trato e da ordenha.

Por último: a gente chegou aqui pelas mãos de Cristina Vicentin e Marilene Felinto. Devemos a elas essa sociedade – OLIQ. Seremos sempre gratos e amigos para toda a hora. Elas estão na fazenda São José do Coimbra, também em São Bento do Sapucaí. Nela se cultivam as boas e regulares azeitonas grappolo utilizadas por OLIQ,

 

 

 

 

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Mostrando 4 comentários
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    Rosa Maria de Oliveira Martins Batista
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    Dute e Vera sinto um grande orgulho de vocês, quando persebo em vocês, valiosos valores morais, religiosos dentre outros, a gratidão a todos aqueles que partciparam dessa grande obra. Mais que isso o cuidado com todos e principalmente com a terra
    Deus abençoe a todos.
    Fico feliz pelas festividades ao santo padroeiro. Viva Santo Antônio!

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    Diana Poepcke
    Responder

    Que lindo texto, não tinha lido ainda!
    Vida longa ao OLIQ que tanto amamos!

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